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Quem sou eu

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Às vezes sou o que invento Às vezes sou o que não quero ser Às vezes sou poeira que aparece com o tempo Às vezes sou a pedra onde topas sem querer Ainda estou somente só Ainda ando com meus passos inseguros Ainda me encolho quando sinto dor Ainda choro quando tenho medo do escuro Sou uma bailarina que não dança nem nada Sou uma menina que ainda não cresceu Sou quem passa muitas noites acordada Sou quem acorda quando o sol já se perdeu

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sexta-feira, junho 19, 2009

P.S.: Eu te amo



Se faz em melodia, poesia, letra e traço
Se faz de alegria, texto, verso e refrão
Te vejo em poemas sem rimas e sem pressa
Ou num rabisco feito na parede ou no chão

Te encontro nesses dias que não são tão longos
Nas horas e minutos que nem sabem pra onde vão
Nas tardes que se fazem entre risos e conversas
Na escolha entre livros de romance ou ficção

Mas se quer chorar te ofereço meus abraços
Posso contar histórias se quiser sorrir
E se de repente mudar de idéia
Posso cantar pra você dormir

Te fiz em acordes
Te quis nos meus planos
Te fiz uma canção pra dizer
P.S.: Eu te amo.


Musica de Vanessa Dantas

quarta-feira, junho 17, 2009

O Menestrel - William Shakespeare



Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la...
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam...
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo... mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão... e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens...
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém...
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.



terça-feira, junho 02, 2009

Reescrevendo passos



Escrevo...

Escrevo mal traçado
escrevo rabiscado
escrevo versos e contos
escrevo certo e errado.

Então apago.

Apago meus erros repetidos
apago meus incontáveis pedidos
apago histórias e sonhos
apago as falas que dito.

E reescrevo...

Reescrevo meus sonhos
reescrevo meus planos
reescrevo meus passos
reescrevo meus danos.

No fim das contas, digo!

Digo que não te quero
digo que não te espero
digo que ja te amei
digo que já superei,
mas não supero.


quinta-feira, maio 28, 2009

Por um referencial



- Oi!
- Olá! Há quanto tempo...
- Certeza.
- Que fazes tanto?
- Ahh.. É tanta coisa que é melhor deixar pra lá.
- Sei... Faz tempo que você não aparece pra uma conversa.
- É.. Quem sabe depois eu apareço?
- Estarei esperando.
- A vida da gente é sempre um depois, não é mesmo?
- Sim...
- E depois que o depois passa, a vida passa a ser um antes.
- É mesmo.
- É melhor eu ir. Estou muito poeta hoje.
- E isso não é bom?
- Depende.
- De que?
- De um referencial.
- Hum...
- Então, por que não pode ser poeta agora?
- Porque agora eu preciso ir.
- Ir pra onde?
- Qualquer lugar.
- Aqui é um lugar qualquer.
- Eu sei, mas eu preciso ir. Preciso dormir um pouco.
- Entendo.
- Então, até depois.
- Até...

- E então meu amigo poeta se vai... Não sei quando o verei a ativa outra vez, mas espero que seja logo. Preciso de mais palavras como estas poucas que se fizeram aqui. Ainda sinto saudades.


quinta-feira, maio 14, 2009

Problemas?



Tens problemas, meu amigo?
Posso ajudar em algo?
Que sentes?
Está com medo?
Precisa de um ombro?
Quer um lenço?
Quer um abraço?
Quer colo?
Quer companhia?
Precisa ficar só?
Quer falar o que houve?
Quer ficar calado?
Quer que eu cante pra você dormir?
Que desejas, meu querido?
Queria poder fazer algo por você...
Eu sei que não posso resolver seus problemas, mas queria poder te ajudar a encontrar a melhor forma pra resolvê-los.
Se nem isso eu posso fazer, quero que saibas que o que estiver ao meu alcance pra te fazer sentir melhor eu farei.
Pra começar, dedico esse texto a você, Meu Fiel Amigo Chorão.


sábado, maio 09, 2009

Hoje



Hoje senti medo, angustia e dor.
Por que eu insisto que sou forte o bastante pra superar qualquer coisa sendo que não consigo nem amenizar uma dor de cabeça?
Hoje eu pensei que se você estivesse aqui as coisas estariam melhores.
Por que eu acho que lendo isso você sinta vontade de voltar? Você já esteve alguma vez aqui?
Hoje eu ouvi algumas musicas tristes, deitei na cama e chorei.
Por que eu acredito que minhas lágrimas possam curar alguma ferida?
Hoje senti frio, senti saudades e senti a tristeza.
Por que eu invento que posso ter o que eu quiser se não posso ter você?


sábado, abril 25, 2009

Só de passagem...



Não sei como está,
Não sei o que fazes agora,
Não sei como se sentes,
Não sei que caminhos percorre...
Não sei como afastar as duvidas,
Não sei como tirar a dor,
Não sei como preencher o vazio que está aqui,
Não sei nem o que fazer pra voltar aos trilhos de novo.
Queria saber tanta coisa, mas não sei...
Queria saber ao menos descrever o que sinto, mas não sei... Só sinto...
Sinto que desta vez não tem volta. Sinto que ficarei de luto por alguns dias até que as coisas se reorganizem... (Se é que algum dia elas assim estiveram.)
Até que as flores murchem de vez eu estarei em uma mudança constante de humores. Talvez seja melhor você não estar mesmo por perto pra que não sintas nem um pouco do que sinto. Sinto tantas coisas...
Sinto que ainda poderiam haver possibilidades, mas não as vejo.
Sinto que poderiam haver respostas, mas só me aparecem duvidas.
Sinto que eu poderia parar de pensar tanto nisso e deixar as coisas como eram há algum tempo atrás, mas não consigo.
Sinto que você poderia estar aqui agora pra tentar me fazer sorrir um pouco pra que eu pudesse esquecer isso sem precisar ir dormir cedo, mas você não está.
E onde estão minhas respostas? E minhas soluções?
Parece que você passou e esqueceu de levar as lembranças com você...
Sem você por perto, elas não me serão úteis.
Assim como você passou pela minha vida, espero que estes seus pequenos restos também passem...


quinta-feira, abril 09, 2009

Palavra - O Teatro Mágico



Palavra
Tenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Da letra e de quem lê
Toda palavra escrita, rabiscada
No joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Pequena
Querendo se esconder no silêncio
Querendo se fazer de oração
Baixinha como a altura da intenção na insegurança
Vírgula, parênteses, exclamação
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Vem sozinha
Que a minha frase invento pra te convencer
Vem sozinha
Se o texto é curto, aumento pra te convencer
Palavra
Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra.


sexta-feira, abril 03, 2009

Carta a um amigo...



Olá, meu querido! Hoje não te trago nem minhas dores nem minhas lágrimas; já te presenteei com minhas desculpas falhas e mal elaboradas.
Quis reconhecer minha culpa perante o mundo e estive cá pensando sobre um pouco desse tudo. Cheguei a conclusão de que nessa história não há mocinho ou vilão. Pode ser uma teoria que me sirva de escapatória... Ou não. Pode ser também a chave da minha prisão.
É só que... Eu já não sei bem o que dizer. As palavras vão jorrando no papel sem que eu perceba. Vão brotando de mim com a vaga esperança de que um reflexo delas consiga penetrar na sua consciência. Pra quê exatamente eu não sei.
Sei que agora não tem mais volta e que um novo caminho foi aberto, mas antes de anunciar minha derrota, farei algo que ainda consigo julgar como certo. Pois se essas palavras são tudo o que ainda tenho, eu as escrevo.
Hoje, querido amigo, eu só te agradeço. Agradeço pelos sorrisos de todo dia, por me fazer sentir importante e por acalmar minha agonia. Agradeço por ter-se feito prestativo quando precisei, também pelos momentos de felicidade pelos quais passei. Não me esquecerei do que foi nossa amizade, minhas lembranças se farão mais fortes que o tempo.
Se as coisas estão como estão, talvez deva mesmo ser assim. E assim sendo, repito as palavras que o poeta um dia escreveu.

“Nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora.”

Pois que assim seja, amigo. Obrigada por me ajudar a escrever um pouco da minha história.

Boa viagem...

quinta-feira, abril 02, 2009

Esperando



E mais uma vez falando do tempo... Mais um que tenta interpretá-lo de qualquer forma, que tenta ao menos se descrever contando algum minuto bem ou mal sucedido. Não sei bem pelo que espero, mas ainda assim o faço. Espero... Um sorriso? Um gesto simples? Uma troca de olhar? Alguém? Apenas espero...
Sorrisos... Não tenho uma forma definitiva pra interpretá-los, mas sei que podem surgir a qualquer momento. Por afeto, carinho, deboche, educação ou repulsa, tanto faz... Acho que tenho medo de distribuí-los... Tenho medo de recebê-los... Nem sei... Alguma coisa ainda mexe comigo e sendo assim eu opto por fugir. Fugir de nem sei o que. Por nenhum dos motivos se encontram aqui, mas ainda os espero.
Um gesto simples... Pode ser considerado simples qualquer gesto, mas os que me interessam são bem complexos. A complexidade das coisas a que me refiro não se resume em quantidade, não se resume em forma nem preço. Procuro por algo de valor. Valor que não precise de números, valor que só precise de verdade. Isso é complexo. Os gestos simples pouco me visitam, os complexos então... Passam longe, mas ainda os espero.
Uma troca de olhar... Os olhos... Meu medo, meu refugio. Os olhares são cruéis. Acham-se capazes de julgar tudo e todos. Uma roupa, uma cor de pele, um fio de cabelo que esteja fora do lugar, qualquer coisa. Meus olhos às vezes me envergonham por se desviarem facilmente do meu foco, me envergonham por se concentrarem demais no nada. De certo que às vezes me enchem de orgulho, em raras e quase únicas vezes, mas ainda assim se fazem. Julgamentos certos e incertos, questões que nem sei como discuto. Os olhos não sabem como trabalham, escondem-se entre lentes e sombras, mas ainda continuam ali sendo os donos da verdade. E parece que vai ser sempre assim: julgando, condenando, tomando um pré-conceito, criando um rótulo, fazendo um alvo de seu poder. É assim que funciona. As trocas de olhares não são as mesmas, sinto saudades de observadores que se faziam presentes, não os acho, mas ainda os espero.
Alguém...
Quem?
Procuro alguém que me dê sorrisos, gestos, olhares... Ainda espero... Espero por não saber onde procurar, espero por pensar que podem me encontrar. Enquanto espero posso até acreditar que me preparo pra algum encontro, mas sei ainda que isso não passa de medo. No fim das contas é só o que fica. No fim do texto é a única coisa que ainda tenho certeza.

Alguém?

Onde se encontra?

Não sei... Observo todos os rostos imaginando que seja nessa ou numa próxima vez, me canso às vezes, mas ainda o espero.
Que esse texto caiba a alguém que queira esperar comigo...