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Quem sou eu

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Às vezes sou o que invento Às vezes sou o que não quero ser Às vezes sou poeira que aparece com o tempo Às vezes sou a pedra onde topas sem querer Ainda estou somente só Ainda ando com meus passos inseguros Ainda me encolho quando sinto dor Ainda choro quando tenho medo do escuro Sou uma bailarina que não dança nem nada Sou uma menina que ainda não cresceu Sou quem passa muitas noites acordada Sou quem acorda quando o sol já se perdeu

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segunda-feira, fevereiro 28, 2011

A falta que a falta faz.


"Olhe nos seus olhos uma chama que se apaga, olhe para o vento em seus cabelos amarelos e finja que vê o homem que não está lá" (The man who isn't there - Oren Lavie) ♫♪♫

Na falta de um abraço, encontrei reforços nos meus lençóis.
Na falta de uma voz, dei ouvidos aos músicos desconhecidos.
Na falta de uma idéia, evitei os papéis e o violão.
Na falta de um amor, mantive meus sentimentos escondidos.

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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Será preciso?


"Quem é que vai querer flores depois de morto? Ninguém." (J. D. Salinger)

Desta vez não quero rima
Não quero apenas letra
Não quero um olhar vazio.

Desta vez não quero espaço
Não quero um novo bracelete
Não quero mais desculpas.

Desta vez não quero um presente
Não quero repetir minhas falas
Não quero ser quem sempre procura.

Desta vez não quero uma melodia
Não quero um beijo de despedida
Não quero um poema qualquer.

Desta vez não quero ter que dizer tudo isso pra poder receber o que realmente quero e mereço.

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terça-feira, janeiro 11, 2011

De repente vinte.


"Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim. E agora você quer que eu fique assim igual a você. É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?" (Mais do mesmo - Legião Urbana) ♫♪♫

Vinte coisas que você provavelmente não sabe sobre mim:

1. Eu não estou sempre de mau humor;
2. Eu tenho medo de água;
3. Eu não sou tão forte quando aparento ser;
4. Eu não escuto só rock;
5. Eu sou viciada em dar presentes;
6. Eu sou uma pessoa extremamente amorosa;
7. Eu detesto barulho;
8. Eu sempre me culpo por coisas que não fiz;
9. Eu tenho medo das pessoas;
10. Eu não me acho inteligente;
11. Eu acho que ninguém gosta de mim;
12. Eu não quero ter filhos nem bicho de estimação;
13. Eu não gosto de responder nenhum tipo de pergunta;
14. Eu não lembro da minha infância;
15. Eu preciso que as pessoas mostrem que se importam comigo;
16. Eu sou insegura;
17. Eu sinto inveja de pessoas que têm uma amizade muito forte;
18. Eu amo a minha família, mas não consigo dizer isso;
19. Eu queria ter super poderes;
20. Eu não gosto do meu aniversário.

Hoje é meu aniversário e as pessoas esperam que eu esteja animada e feliz, mas a verdade é que não estou. Como sempre, estou tendo dificuldades com muitas questões existenciais e não tenho conseguido fazer nada pra mudar isso. Não consigo ser o meu melhor. Ou melhor, não consigo ser eu. Ainda estou naquela de “tentando me encontrar”. Acho que apenas o meu corpo permanece aqui, minha alma parece estar aproveitando um lugar muito melhor já que resolveu tirar umas férias de mim. Eu preciso me encontrar logo, pois já não aguento mais não ser eu.

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quinta-feira, dezembro 16, 2010

Eu e o mundo.




“Oh, como encontrará seu caminho? Oh, como encontrará seu caminho?” (Alice’s theme - Danny Elfman) ♫♪♫

Tenho olhos que não são meus
Que vivem em mim e no mundo
Olhando a vida pelo lado de dentro da janela
E vez por outra se afogando no próprio pranto

Tenho ouvidos que não são meus
Que vivem em mim e no mundo
Que se prendem ao barulho da queda da chuva
E se fixam nas batidas de um coração cheio de danos

Tenho uma boca que não é minha
Que vive em mim e no mundo
Sente o sabor das palavras de um livro velho
Reproduzindo o som dos signos em forma de canto

Tenho um coração que não é meu
Que vive em mim e no mundo
Que bate forte demais por pequenos gestos
Que renova suas esperanças a cada sonho

Tenho um eu que não é meu
Que vive em mim e no mundo
Que passa o dia preso no meu corpo pequeno
Que passa a noite viajando pelo mundo

Um mundo que também não me pertence
Mas que ainda assim me deixa aqui viver
Que me deixa à vontade pra fazer uma visita
Que me deixa livre pra partir quando eu bem entender.

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quinta-feira, dezembro 02, 2010

Me dizes.


"Às vezes eu não sei o que você quer." (Say anything - Marianas Trench) ♫♪♫

Me dizes o que há de errado com meu canto
Hora camuflado em sorriso
Hora visto como pranto.

Me dizes como te mostro o meu mundo
Hora cuidado como anjo
Hora tratado como monstro

Me dizes, meu querido.
A hora certa de estar
A hora de me afastar

A hora de ser o que precisas que eu seja.
A hora de ser o que queres que eu seja.
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sábado, novembro 20, 2010

Status: Invisível.


"Eu não posso depender. No fim, você sabe que eu pensei que você era meu amigo" (Celebrity Status - Marianas Trench) ♫♪♫

Me ensinaram a não deixar as coisas pra depois. Fazer o que tivesse de ser feito agora, antes que fosse tarde demais. Me vejo fazendo esforços diários na busca de um [re]conhecimento, e acabo me vendo cada vez mais perdida. Como se nada do que eu fizesse, ou dissesse, fosse o suficiente. Logo eu, que antes pensei que não precisasse dessa correspondência, me vi dependente de olhares que não estavam dispostos a me dar a devida atenção. Pois sei que mereço mais do que um sorriso amarelo jogado sem o menor esforço.
Não há drama nas minhas palavras, há tristeza. E não me olhe como se eu estivesse mendigando um pouco mais de afeto, pois não estou. Tenho o direito de expor a minha raiva, assim como você tem o direito de sentir pena de mim, mas por favor não faça isso.
Quanto mais eu tento me melhorar, mais tenho visto que meus esforços têm sido vãos. Sempre tendo que engolir minhas palavras e as dos outros a fim de tentar evitar uma briga, cobrando de mim um pouco mais de paciência para conseguir manter um convívio agradável, e isso tudo pra quê? Pra continuar me vendo como a mesma idiota de tanto tempo atrás. Isso me cansa. Digo a mim que não preciso passar por esse tipo de situação outra vez, mas onde eu escondi a minha coragem mesmo? Não consigo encontrá-la pra poder dar um fim a isso. E agora, nem eu acredito mais nos meus esforços. Será que foram mesmo o bastante? Não sei. Vou travando mais uma maratona de questionamentos, e como sempre, acabando por me culpar. Não entendo como ainda consigo cair nessas armadilhas. Não entendo como ainda continuo nessa situação. São dias difíceis.

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sexta-feira, novembro 12, 2010

A espera.


“E vou me esquecer do mundo que eu conheci, mas juro que não vou te esquecer. Se minha voz pudesse alcançar o passado, eu sussurraria no seu ouvido: Oh, querido, eu queria que você estivesse aqui.” (Vanilla Twilight – Owl City) ♫♪♫


Da escuridão fez-se a calma, o silêncio, a dor. Há dor. Vontade. Espera.
Há um céu mais escuro que o normal esta noite. Não sei dizer se assim o vejo por estar sozinha, por estar triste. Mas é fato que esta noite está mais escura. Seus olhos não estão aqui para clarear o quarto. Não estão aqui para clarear minha alma.
Me forço a tentar dormir, a não pensar em nada; mas minha mente custa a me obedecer. Vejo o tempo passar tão lentamente, que sinto que justamente hoje, a noite vai ser mais longa. Não tardará muito, e a insônia virá me acompanhar. Como se já não bastasse essa tristeza e o seu lugar que, assim como eu, espera você chegar.
Espero.
Espero que você entenda que hoje a noite pede a sua presença. E não precisa dizer nada, basta estar. Basta ser o que se é. Porque hoje eu daria tudo pra ter a sua respiração roubando o meu ar. Meus sentidos. Minha tristeza. Hoje eu preciso daquele abraço e daquele carinho. Do conforto que apenas você consegue me dar. A força que eu só encontro no seu olhar. Sentir seus dedos se acomodando entre os meus. Sentir você ocupando o lugar que nunca deixou de ser seu.


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terça-feira, novembro 02, 2010

Cadê o preto e branco?


"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome..." (Adriana Calcanhotto) ♫♪♫

Essas cores já não me agradam
Caíram naquela desgraça
E me parecem mais tristes ainda

São tão vivas que me doem os olhos
Me dói a alma
Afeta os meus sentidos e me maltrata

Espero a paz do preto e branco
Espero a sabedoria do tom de cinza
E não me diga que estou sendo amarga
É apenas meu ponto de vista.


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sexta-feira, outubro 22, 2010

Evite embaraços.


“Você já teve algum devaneio? Eu já.” (Daydream – One Night Only)


Vou te dizer uma coisa: Pare de aparecer nos meus sonhos!

É desconfortável ter um sonho tão intenso com você e acordar sabendo que tanta intensidade foi só sonho. Não pense que sou fraca e covarde por não tentar fazer desse sonho a nossa realidade. Eu encarei os fatos, tomei minhas doses de realidade e entendi que não há razão pra agir de forma diferente só porque minha mente resolveu me confundir. Eu tenho certeza do que sinto. E sei o que você sente. Então me faça o favor de sumir dos meus sonhos! É desconfortável ter que te encarar depois de um sonho desses. Só pra deixar claro, o vermelho não cai bem no meu rosto. Evite embaraços.


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sábado, outubro 09, 2010

À vontade


“Ela bem que gostaria de apoiar-se em algo mais sólido que o amor” (Madame Bovary – Gustave Flaubert)

Nunca tive tantos dizeres que se sobrepusessem às suas palavras, nem os traços que poderiam me caracterizar como o ser perfeito a seu ver.
Não guardo minhas verdades embelezadas por baixo das mangas, nem te envio os olhares que ensaiei tantas vezes para o espelho.
Não sou a dona dos teus olhos, não sou a dama dos teus sonhos.
Eu bem que poderia estar à frente, esperando de você apenas suas melhores fases e suas melhores frases, mas não estou.
Gosto de estar ao teu lado e ver que também possui defeitos.
Gosto de te ver à vontade. Não como o manequim que se põe na vitrine e goza de todo o ganho de atenção instantânea.
Gosto de te ouvir dizer palavras sujas, te ver praguejar a quem se ponha no seu caminho e te diga o que deves fazer.
Te ver acalentar os sentimentos que brigam dentro de ti pra ganhar a atenção de quem não te dá ouvidos me deixa triste, e me lembra que tenho que acalentar também os meus sentimentos.
Às vezes é tarde para me lembrar dos meus deveres, mas até que o meu esquecimento me pegue de jeito , vou correr os riscos e esperar que um dia eu me obrigue a esquecer de ativar minhas linhas imaginárias de segurança.


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